Policial

Contratos firmados durante sete anos pelo campus da UTF tinham irregularidades”, diz PF

Operação 14 Bis prendeu 20 pessoas e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (13). Foram identificados 20 contratos irregulares.

14 MAR 2018 Por Luciane Cordeiro, G1 PR, Londrina 08h:39
PF descobriu que licitações firmadas entre o campus UTFPR DE C. Procópio e empresas de manutenção foram fraudados PF descobriu que licitações firmadas entre o campus UTFPR DE C. Procópio e empresas de manutenção foram fraudados / Divulgação

A Polícia Federal (PF) descobriu que todos os contratos oriundos de licitações firmados entre o campus de Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no norte do Paraná, e empresas que prestaram serviços de manutenção, entre 2008 e 2015, foram fraudados.

As investigações fazem parte da Operação 14 Bis, deflagrada na manhã desta terça-feira (13). A UTFPR informou que logo que recebeu as denúncias de irregularidades no campus, no segundo semestre de 2015, deu início às apurações por meio de auditoria e afastou os servidores. *Veja a nota completa da instituição no fim da matéria.

O delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, no norte do Paraná, Nilson Antunes da Silva, informou que, em dois anos e meio de investigações, foram identificados 20 contratos irregulares.

A polícia prendeu 20 pessoas temporariamente e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos três barcos, carros de luxo, joias, 27 mil dólares em espécie e documentos.

Também foram sequestrados e indisponibilizados bens dos investigados no valor de até R$ 5,7 milhões, que é o total, apurado até esta terça-feira, de desvios na instituição.

Os mandados foram cumpridos em Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá.

O delegado-chefe da PF ainda detalhou que o ex-diretor do campus privilegiava empresas alvos desta operação.

“Ele direcionava as licitações para essas empresas, que são três ou quatro, e supervalorizava os contratos. Eram contratos diversos, envolvia limpeza, mão-de-obra, manutenção do prédio, fornecimento de peças e combustível. Descobrimos, nesses dois anos e meio, que todos os contratos da universidade tinham fraude”, pontuou o delegado-chefe.

A investigação começou a partir de apurações feitas por uma auditoria interna realizada pela própria instituição de ensino. Após a conclusão do procedimento administrativo, o ex-diretor-geral do campus Devanil Antônio Francisco e o ex-diretor de Administração e Planejamento da unidade Sandro Rogério de Almeida foram exonerados dos cargos.

 

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