Política

Péssimo desempenho de Zezão é alvo de críticas na câmara

“Zezão não faz nem lombada”, ironizaram vereadores, numa alusão aos 15 meses de inércia da gestão platinense

6 MAR 2018 Por Redação 20h:39
Nem mesmo o vereador Breno, da base do prefeito, poupou críticas à administração Nem mesmo o vereador Breno, da base do prefeito, poupou críticas à administração / Luiz Guilherme Bannwart

Fim da trégua! Este foi o tom da reunião da Câmara de Vereadores realizada na noite da última segunda-feira (05), quando a maioria dos membros presentes não poupou a administração do prefeito José da Silva Coelho Neto, o professor Zezão (PHS), cujos 15 meses à frente da prefeitura são classificados como “desastre”.

Nem mesmo membros da base do prefeito, como o vereador Odemir Jacob, o Breno (PHS), (mesmo partido de Zezão), poupou de críticas a administração. Aliás, foi justamente durante seu pronunciamento que surgiu a frase irônica do seu colega, José Jaime Paula Silva, o Mineiro (PSDB), que falou em alto e bom som que a administração de Zezão não tem competência nem para construir lombadas.

Breno desabafou dizendo que sente vergonha das frases irônicas que escuta na cidade afirmando que “vereador só serve para pedir lombada”. Ele admitiu ter vários pedidos de lombadas na prefeitura, mas nunca é atendido. Por várias vezes ele diz ter falado com o Coronel Diniz, o secretário de Gestão, que na cidade aparece como alvo de piadas como sendo o “prefeito de fato”, enquanto Zezão seria figura decorativa.

Os vereadores Rudinei Esteves, o Rudi (PMDB); Luiz Flávio Maiorky e Genivaldo Marques (PSDB); Odemir Jacob, o Breno e Mineiro, foram os mais enfáticos em suas críticas. Mineiro disse que deu uma trégua de 15 meses ao prefeito, preferindo indicar soluções sem críticas ácidas contra o Executivo, mas que o prazo venceu. “O Zezão é muito ruim, é fraco, não faz nada. Faz um ano que o vereador Breno pediu uma lombada e nem isso ele fez”, disparou.

O vereador Genivaldo Marques criticou duramente a administração do atual prefeito, que abandonou a Estação Ofício, unidade criada há 20 anos na administração do ex-prefeito Flávio Maiorky, que ao longo de mais de 18 anos formou centenas de pessoas, principalmente, costureiras e técnicos em informática, mas que permanece fechada desde que Zezão assumiu a prefeitura.

O vereador Mineiro durante um aparte disse que presenciou a criação da instituição e que, ao longo dos anos, viu com alegria muitas pessoas que saíram dali com uma formação profissional, sendo empregadas em empresas da cidade, entre as quais a fábrica de uniformes da Rouprim e a indústria de confecções infantis, Baby Duck. “É muito triste vermos a que ponto chegou nosso município na atual gestão. Não há planejamento, é uma administração amadora em todos os níveis, sem contar a absoluta falta de sensibilidade humana”, desabafou Mineiro, durante visita que fez à redação da Tribuna do Vale.

Mineiro lembrou ainda a gestão do setor de saúde, classificando o desempenho da administração nesta área como a um “desastre”. “O tempo passa, mas a situação não se resolve. É uma vergonha, um desrespeito à população”, critica.

Nem mesmo o secretário de Obras, José Panegada, um dos que vem merecendo elogios no Legislativo escapou das críticas dos vereadores. O abandono de estradas rurais foi o foco mais relevante durante os debates. Genivaldo Marques e Flavinho Maiorky sugeriram ao vereador que entregasse o cargo, onde ganha R$ 7.500 por mês, e voltasse para a Câmara de Vereadores, retomando seu mandato, cujo salário é de R$ 970. “Claro que ele não vem”, desabafou Flavinho revoltado com supostas críticas de Panegada. Pelo tom desta reunião, o clima deve esquentar nas próximas sessões do Legislativo.

 

 

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